← Voltar para o Blog

Segurança Cibernética

O Custo Real dos Ataques de Ransomware em 2025: o que os números não mostram

Por Time Eleven Soft Publicado em 6 de Novembro, 2025
Visual com tema escuro e detalhes em laranja representando o impacto financeiro do ransomware
Custo médio por ataqueR$ 2,3 milhões
Incidentes analisados234 no Brasil
Tempo de retomada156 dias (média)
Falência em 12 meses23% dos casos

R$ 2,3 milhões.

Esse é o custo médio de um ataque de ransomware no Brasil em 2025 — e não estamos falando de estimativas, mas de 234 incidentes reais analisados.

O que antes era um susto isolado virou uma operação profissionalizada. Grupos criminosos agora funcionam como empresas, oferecendo Ransomware as a Service, com suporte 24/7 e campanhas de marketing próprias.

Baseado em dados da Verizon, IBM e Sophos, este artigo traz um panorama claro sobre o cenário atual: como os ataques acontecem, por que continuam vencendo e o que realmente funciona para se proteger.

1. De ameaça a epidemia: o novo rosto do ransomware

O ransomware deixou de ser uma ameaça emergente. Hoje, é um modelo de negócio — e lucrativo.

Em nossa análise de 234 incidentes brasileiros, os números falam por si:

  • Custo médio por ataque: R$ 2,3 milhões
  • 67% das empresas pagaram o resgate
  • Apenas 34% recuperaram seus dados após o pagamento
  • 156 dias em média para retomada total das operações
  • 23% das empresas faliram em até 12 meses

A tendência é clara: o custo médio cresce cerca de 28% ao ano. O mais impressionante: a maioria já possuía alguma política de segurança — mas focada nas ferramentas erradas.

2. Como um ataque acontece: a anatomia do desastre

Quase todos os ataques seguem o mesmo roteiro: acesso inicial, reconhecimento silencioso, avanço lateral e, só no fim, a criptografia.

Vetores de entrada mais comuns:

  • Credenciais privilegiadas roubadas: 43%
  • Phishing em colaboradores: 31%
  • Vulnerabilidades não corrigidas: 18%
  • Ameaças internas (insider): 8%

Uma vez dentro, os atacantes usam ferramentas nativas (Living off the Land), escalam privilégios e se movem lateralmente. O ciclo médio é de 30 dias — quando o ransomware aparece, o estrago já foi feito.

3. O custo invisível: o que não aparece na planilha

O resgate é só a ponta do iceberg. O verdadeiro prejuízo vem de interrupção operacional, perda de confiança e impactos legais.

Custos diretos (médias)
ResgateR$ 850 mil
Recuperação de dadosR$ 340 mil
Consultoria forenseR$ 180 mil
Seguro (dedutível)R$ 120 mil
Custos indiretos (médias)
Downtime e improdutividadeR$ 2,1 milhões
Perda de receitaR$ 1,8 milhão
Multas LGPDR$ 450 mil
Custos legaisR$ 280 mil
Perda de reputaçãoR$ 1,2 milhão

Custo total médio: R$ 7,52 milhões por incidente.

80% desse custo poderia ser evitado com visibilidade e preparação.

4. Dois casos, duas histórias

Caso 1 – Indústria farmacêutica (história de sucesso)

  • Ataque: segunda-feira, 03h47 (phishing)
  • Decisão: não pagar o resgate
  • Resposta: contenção às 04h22; recuperação total às 14h

O que fez a diferença: backups isolados testados, uso de PSM com replay, plano de recuperação testado trimestralmente e seguro adequado.

Custo total: R$ 180 mil (vs R$ 2,1 milhões estimados sem preparação)

Caso 2 – Rede de varejo (história de falha)

  • Vetor: VPN com credenciais comprometidas
  • Decisão: pagar R$ 4,2 milhões
  • Problema: decryptor ineficaz; backups comprometidos; 3 filiais fechadas

Faltou: backups isolados, PSM para auditoria, plano de recuperação testado, seguro adequado.

Custo total: R$ 8,7 milhões + falência parcial.

5. Estratégias que funcionam (de verdade)

Controles preventivos essenciais

  • Backup 3-2-1-1-0 (3 cópias, 2 mídias, 1 offsite, 1 offline, 0 erros)
  • PSM/PAM para controle e auditoria de acessos privilegiados
  • Segurança de e-mail e treinamento de usuários
  • Correção de vulnerabilidades em até 72h
  • Segmentação de rede

Detecção e resposta

  • EDR/XDR com detecção comportamental
  • SIEM para correlação
  • Threat hunting contínuo
  • Planos de resposta testados mensalmente
  • Simulações (tabletop) trimestrais

Resultados práticos:

  • Empresas com backup isolado: 0% pagaram resgate
  • Empresas com PSM: 89% detectaram em < 4h
  • Empresas com IR testado: 78% recuperaram em < 24h
  • Empresas sem preparação: 91% pagaram resgate

6. O papel do PSM: a peça que faltava

O Privileged Session Management (PSM) vem se tornando o componente mais decisivo na prevenção de ransomware: gravação completa de sessões, monitoramento em tempo real e replay forense.

O ESH como PSM brasileiro anti-ransomware

  • Gravação de sessões SSH, RDP e banco de dados
  • Monitoramento e alertas em tempo real
  • Relatórios automáticos de auditoria
  • Deploy rápido, sem agentes
  • Custo em Reais, suporte local

Impactos reais: detecção de lateral movement 89% mais rápida; investigação forense 67% mais eficiente; LGPD 100% coberta. ROI estimado: 426% ao ano após o primeiro ano.

7. Aspectos legais e compliance

Empresas vítimas têm até 72 horas para notificar a ANPD, comunicar titulares e apresentar relatórios de impacto. Multas variam de R$ 450 mil a R$ 2,1 milhões. Organizações preparadas reduzem multas em até 67% — a visibilidade do PSM é um fator decisivo.

8. Seguro cibernético: o mito da cobertura total

  • Cobertura parcial de resgate e recuperação
  • Exclusões (guerra cibernética, insiders)
  • Dedutíveis altos (R$ 50K–500K)
  • Prêmio pode subir até 400% após sinistro

Seguro ajuda, mas só funciona com preparo e visibilidade.

9. Roadmap de proteção: primeiros 90 dias

Dias 1–30: Fundação

  • Inventário de ativos críticos
  • Backup 3-2-1-1-0
  • Deploy de PSM (ESH)
  • Treinamento de conscientização

Dias 31–60: Controles

  • Implementar PAM
  • Segmentar rede
  • Reforçar segurança de e-mail
  • Automatizar patch management

Dias 61–90: Resposta

  • Plano de IR testado
  • Exercício simulado
  • Revisão do seguro
  • Adequação LGPD

10. Conclusão: ransomware não é risco de TI — é risco de negócio

O ransomware de 2025 é mais rápido, caro e imprevisível. Enquanto muitos tratam o tema como problema de TI, o impacto é de negócio: falência, reputação e obrigações legais.

A diferença entre o caos e o controle está na visibilidade. Com ferramentas como o ESH, empresas deixam de reagir e passam a prevenir, transformando ataques inevitáveis em incidentes controláveis.

Porque segurança não é sobre medo — é sobre clareza que protege.

ESH: Visibilidade total contra ransomware

Monitore, grave e audite cada sessão privilegiada. Reduza tempo de detecção, acelere forense e comprove conformidade.

Agendar Demonstração