Segurança Cibernética
O Custo Real dos Ataques de Ransomware em 2025: o que os números não mostram
R$ 2,3 milhões.
Esse é o custo médio de um ataque de ransomware no Brasil em 2025 — e não estamos falando de estimativas, mas de 234 incidentes reais analisados.
O que antes era um susto isolado virou uma operação profissionalizada. Grupos criminosos agora funcionam como empresas, oferecendo Ransomware as a Service, com suporte 24/7 e campanhas de marketing próprias.
Baseado em dados da Verizon, IBM e Sophos, este artigo traz um panorama claro sobre o cenário atual: como os ataques acontecem, por que continuam vencendo e o que realmente funciona para se proteger.
1. De ameaça a epidemia: o novo rosto do ransomware
O ransomware deixou de ser uma ameaça emergente. Hoje, é um modelo de negócio — e lucrativo.
Em nossa análise de 234 incidentes brasileiros, os números falam por si:
- Custo médio por ataque: R$ 2,3 milhões
- 67% das empresas pagaram o resgate
- Apenas 34% recuperaram seus dados após o pagamento
- 156 dias em média para retomada total das operações
- 23% das empresas faliram em até 12 meses
A tendência é clara: o custo médio cresce cerca de 28% ao ano. O mais impressionante: a maioria já possuía alguma política de segurança — mas focada nas ferramentas erradas.
2. Como um ataque acontece: a anatomia do desastre
Quase todos os ataques seguem o mesmo roteiro: acesso inicial, reconhecimento silencioso, avanço lateral e, só no fim, a criptografia.
Vetores de entrada mais comuns:
- Credenciais privilegiadas roubadas: 43%
- Phishing em colaboradores: 31%
- Vulnerabilidades não corrigidas: 18%
- Ameaças internas (insider): 8%
Uma vez dentro, os atacantes usam ferramentas nativas (Living off the Land), escalam privilégios e se movem lateralmente. O ciclo médio é de 30 dias — quando o ransomware aparece, o estrago já foi feito.
3. O custo invisível: o que não aparece na planilha
O resgate é só a ponta do iceberg. O verdadeiro prejuízo vem de interrupção operacional, perda de confiança e impactos legais.
| Custos diretos (médias) | |
|---|---|
| Resgate | R$ 850 mil |
| Recuperação de dados | R$ 340 mil |
| Consultoria forense | R$ 180 mil |
| Seguro (dedutível) | R$ 120 mil |
| Custos indiretos (médias) | |
|---|---|
| Downtime e improdutividade | R$ 2,1 milhões |
| Perda de receita | R$ 1,8 milhão |
| Multas LGPD | R$ 450 mil |
| Custos legais | R$ 280 mil |
| Perda de reputação | R$ 1,2 milhão |
Custo total médio: R$ 7,52 milhões por incidente.
80% desse custo poderia ser evitado com visibilidade e preparação.
4. Dois casos, duas histórias
Caso 1 – Indústria farmacêutica (história de sucesso)
- Ataque: segunda-feira, 03h47 (phishing)
- Decisão: não pagar o resgate
- Resposta: contenção às 04h22; recuperação total às 14h
O que fez a diferença: backups isolados testados, uso de PSM com replay, plano de recuperação testado trimestralmente e seguro adequado.
Custo total: R$ 180 mil (vs R$ 2,1 milhões estimados sem preparação)
Caso 2 – Rede de varejo (história de falha)
- Vetor: VPN com credenciais comprometidas
- Decisão: pagar R$ 4,2 milhões
- Problema: decryptor ineficaz; backups comprometidos; 3 filiais fechadas
Faltou: backups isolados, PSM para auditoria, plano de recuperação testado, seguro adequado.
Custo total: R$ 8,7 milhões + falência parcial.
5. Estratégias que funcionam (de verdade)
Controles preventivos essenciais
- Backup 3-2-1-1-0 (3 cópias, 2 mídias, 1 offsite, 1 offline, 0 erros)
- PSM/PAM para controle e auditoria de acessos privilegiados
- Segurança de e-mail e treinamento de usuários
- Correção de vulnerabilidades em até 72h
- Segmentação de rede
Detecção e resposta
- EDR/XDR com detecção comportamental
- SIEM para correlação
- Threat hunting contínuo
- Planos de resposta testados mensalmente
- Simulações (tabletop) trimestrais
Resultados práticos:
- Empresas com backup isolado: 0% pagaram resgate
- Empresas com PSM: 89% detectaram em < 4h
- Empresas com IR testado: 78% recuperaram em < 24h
- Empresas sem preparação: 91% pagaram resgate
6. O papel do PSM: a peça que faltava
O Privileged Session Management (PSM) vem se tornando o componente mais decisivo na prevenção de ransomware: gravação completa de sessões, monitoramento em tempo real e replay forense.
O ESH como PSM brasileiro anti-ransomware
- Gravação de sessões SSH, RDP e banco de dados
- Monitoramento e alertas em tempo real
- Relatórios automáticos de auditoria
- Deploy rápido, sem agentes
- Custo em Reais, suporte local
Impactos reais: detecção de lateral movement 89% mais rápida; investigação forense 67% mais eficiente; LGPD 100% coberta. ROI estimado: 426% ao ano após o primeiro ano.
7. Aspectos legais e compliance
Empresas vítimas têm até 72 horas para notificar a ANPD, comunicar titulares e apresentar relatórios de impacto. Multas variam de R$ 450 mil a R$ 2,1 milhões. Organizações preparadas reduzem multas em até 67% — a visibilidade do PSM é um fator decisivo.
8. Seguro cibernético: o mito da cobertura total
- Cobertura parcial de resgate e recuperação
- Exclusões (guerra cibernética, insiders)
- Dedutíveis altos (R$ 50K–500K)
- Prêmio pode subir até 400% após sinistro
Seguro ajuda, mas só funciona com preparo e visibilidade.
9. Roadmap de proteção: primeiros 90 dias
Dias 1–30: Fundação
- Inventário de ativos críticos
- Backup 3-2-1-1-0
- Deploy de PSM (ESH)
- Treinamento de conscientização
Dias 31–60: Controles
- Implementar PAM
- Segmentar rede
- Reforçar segurança de e-mail
- Automatizar patch management
Dias 61–90: Resposta
- Plano de IR testado
- Exercício simulado
- Revisão do seguro
- Adequação LGPD
10. Conclusão: ransomware não é risco de TI — é risco de negócio
O ransomware de 2025 é mais rápido, caro e imprevisível. Enquanto muitos tratam o tema como problema de TI, o impacto é de negócio: falência, reputação e obrigações legais.
A diferença entre o caos e o controle está na visibilidade. Com ferramentas como o ESH, empresas deixam de reagir e passam a prevenir, transformando ataques inevitáveis em incidentes controláveis.
Porque segurança não é sobre medo — é sobre clareza que protege.
ESH: Visibilidade total contra ransomware
Monitore, grave e audite cada sessão privilegiada. Reduza tempo de detecção, acelere forense e comprove conformidade.
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